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Como vender artesanato online: guia para começar

O mercado movimenta R$ 100 bilhões por ano, mas só 35% dos artesãos brasileiros já vendem pela internet

Por Roberta Waleska· Compartilhar
Artesã trabalhando em peças de cerâmica em seu ateliê
Artesã trabalhando em peças de cerâmica em seu ateliêFoto: Unsplash

O artesanato brasileiro movimenta cerca de R$ 100 bilhões por ano e envolve mais de 8,5 milhões de artesãos — a maioria vendendo ainda só em feiras e mercados locais. Apenas 35% desse universo já vende pela internet, embora esse número venha crescendo entre 15% e 20% ao ano.

Ou seja: tem muito artesão talentoso deixando dinheiro na mesa simplesmente por não ter dado o passo de colocar o trabalho online. Se esse é o seu caso, aqui vai o caminho prático.

Escolha o canal certo primeiro

Existem basicamente duas formas de vender artesanato online: montar uma loja própria ou vender em um marketplace especializado — uma plataforma que já reúne compradores procurando exatamente por peças artesanais.

Uma loja própria dá mais controle sobre marca e relacionamento com o cliente, mas não vem com tráfego pronto — você precisa trazer o público por conta própria, via redes sociais e divulgação. Um marketplace de nicho, por outro lado, já entrega um público que está ali justamente atrás de artesanato, o que costuma acelerar as primeiras vendas.

Por isso a maioria dos artesãos com sucesso combina os dois: usa um marketplace pra ganhar visibilidade inicial e constrói a própria base de clientes recorrentes a partir daí.

O Artesão Market foi criado exatamente com esse público em mente: um marketplace dedicado a produtos artesanais, onde o comprador já chega sabendo que vai encontrar peças feitas à mão — o que facilita a conversão e evita competir preço a preço com produto industrializado, como costuma acontecer em marketplaces generalistas.

Fotos e descrição fazem toda a diferença

Diferente de um produto industrializado, o artesanato vende principalmente pela história e pelo cuidado percebido na peça. Fotos com boa luz natural, mostrando detalhes e textura, valorizam muito mais do que uma imagem genérica. A descrição deve contar o processo — o material usado, o tempo de produção, o que torna aquela peça única — porque é exatamente essa exclusividade que justifica o preço frente a um produto em série.

Precificação: o erro mais comum

Um erro recorrente é precificar o artesanato só pelo custo do material, esquecendo o tempo de trabalho. Uma conta simples: some o custo de material, calcule as horas de produção multiplicadas por um valor de hora justo, adicione uma margem de lucro, e só então chegue ao preço final. Vender abaixo desse cálculo pode até gerar volume no início, mas corrói a sustentabilidade do negócio a médio prazo.

Não coloque produto demais de uma vez

Ao contrário do que parece intuitivo, ter muitos produtos diferentes não necessariamente atrai mais clientes no artesanato. Quem procura uma peça artesanal geralmente busca algo específico, feito com domínio real da técnica. Focar em poucas linhas de produto bem executadas costuma converter mais do que uma vitrine dispersa.

Comece pequeno, mas comece

O caminho mais realista pra quem está começando não é ter a loja perfeita no primeiro dia. É colocar as primeiras peças à venda, aprender com as primeiras conversas com clientes, e ajustar fotos, descrição e preço com base no que realmente funciona.

O mercado de artesanato no Brasil já é enorme — o que falta pra boa parte dos artesãos é simplesmente dar o primeiro passo online.

RW
Sobre o autor
Roberta Waleska
Editora de Viagens e Estilo de Vida

Editora do Sabe News, com foco em viagens, destinos, experiências e estilo de vida.

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